Ao contrário do Brasil, onde a descriminalização da maconha segue a passos bem lentos, nos EUA a regulamentação expande cada vez mais o universo da erva. Tanto que os usuários estão aperfeiçoando técnicas de plantio, cultivo e processamento da maconha, a fim de obterem novos meios de consumo, além do ato de fumar.

Nessa onda de inovações, surgiu o BHO, ou Butane Hash Oil, uma espécie de extração mais concentrada da maconha.

O processo para a obtenção do BHO (ou wax, como é conhecido nos EUA) é relativamente simples: a extração do THC ocorre pela dissolução das folhas, galhos e buds de maconha em gás butano. Ao entrar em contato com a matéria orgânica, o gás produz uma espécie de óleo com textura parecida com mel. A substância contém uma concentração de THC bem maior do que encontrada nos buds pois o butano “retira” o THC encontrado nos tricomas da planta, depositando-o no óleo.

Após esse primeiro estágio, a próxima etapa é aquecer o óleo à baixa pressão para a retirada do excesso de gás e outras impurezas. Ao final do processo, o resultado é uma placa de resina pronta para fumar.

Os utensílios usados para fumar são chamados dabbers, e nada mais são do que bongs de vidro adaptados para o fumo do bho. Para fumar é preciso pré-aquecer o nail (parte do bong onde será vaporizado o óleo), geralmente os usuários fazem isso com um maçarico de mão, depois é só tragar e curtir a brisa.

Além de ser um método muito interessante de uso canábico, o dab, como é chamado o ato de fumar wax, também é benéfico pois contém bem menos impurezas que um baseado comum, além de conferir um grau mais intenso e prolongado, com duração de cinco a sete horas,pela maior concentração de THC.

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