Aparentemente, a procura pelo canabidiol aumentou bastante durante a pandemia causada pelo coronavírus COVID-19. De acordo com a Gravital, uma clínica especializada em tratamentos com canabidiol, o número de pacientes procurando por maconha medicinal aumentou significativamente.

Segundo os dados da clínica, entre abril e maio, o número de pacientes aumentou para 24. Pode até parecer baixo, mas o número representa um aumento de 167% considerando os meses anteriores.

É possível que um dos motivos do crescimentos tenha sido causado pelo isolamento social. Assim como já era esperado, milhares de pessoas ao redor do mundo relataram sintomas de depressão e ansiedade.

Mesmo antes da pandemia, a maioria dos pacientes que chegavam até nós já tinha se tratado com outras alternativas, são pacientes que chamamos de refratários. Agora, vimos que esse número aumentou e que surgiram pacientes com uma ansiedade leve, que não querem iniciar um tratamento psiquiátrico mais complexo, só mesmo uma melhora da qualidade de vida, com um método natural e, teoricamente, mais seguro” revelou o psiquiatra da Gravital, Pietro Vanni.

É importante lembrar que, no fim de 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a venda de remédios à base de CBD. Assim, qualquer pessoa com a prescrição médica necessária pode comprar o remédio na farmácia. Contudo, infelizmente os preços são extremamente altos para a maior parte da população brasileira.

A Associação Brasileira de Cannabis e Esperança (ABRACE) também revelou um aumento de 20% na lista de pacientes com condições psicológicas. Antes do isolamento social, eram 823 pacientes. Agora, são 1.013.

Crescimento nas autorizações de cultivo de maconha medicinal

Recentemente, outro caso surpreendeu a comunidade de ativistas. O estudante Arthur, 21 anos, de Brasília, conseguiu a autorização para tratar sua depressão diagnosticada. A 15ª Vara Federal autorizou um Habeas Corpus liminar de autocultivo para o rapaz.

Felizmente estão se tornando mais recorrentes casos positivos de autorizações de Habeas Corpus. Há alguns dias, a associação carioca Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis (APEPI) recebeu a autorização para cultivar cannabis e produzir o óleo medicinal para os pacientes já registrados.

No Rio Grande do Norte, um homem conseguiu o salvo conduto para cultivar maconha e tratar suas dores crônicas, que surgiram após um acidente de moto em 2015. 

Enfim, cada vez mais aumentam os números de autorizações, pacientes e médicos ligados ao tratamento medicinal da cannabis. Apesar da legalização parecer distante, essas incríveis vitórias estão aí para mostrar que o futuro pode ser diferente.

Fonte: O Globo

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