De acordo com um estudo publicado no ‘Journal of Viral Hepatitis’, realizado por pesquisadores franceses a maconha pode ajudar a diminuir o risco de diabetes em pacientes diagnosticados com hepatite C.

Os pesquisadores coletaram dados de 10 mil pacientes diagnosticados com hepatite C. Assim, eles relacionaram o uso da cannabis e a prevenção da diabetes: os indivíduos que fumam maconha tinham metade da chance de desenvolver diabetes, em relação aqueles que nunca usaram a substância.

Os cientistas também colheram informações de pessoas que já usaram maconha no passado, e elas apresentaram menos chances de desenvolver a doença. Contudo, o resultado não foi tão significativo quanto daqueles que usam cannabis regularmente.

A infecção crônica pelo vírus da hepatite C (HCV) é um fator de risco de resistência à insulina, e os pacientes infectados pelo HCV apresentam alto risco de desenvolver diabetes. Na população em geral, a pesquisa mostrou o benefício potencial do uso de cannabis para a prevenção do diabetes e distúrbios metabólicos relacionados”, foi revelado no estudo.

Apesar de parecer uma ótima opção para a prevenção de diabetes em pessoas diagnosticadas com hepatite C, a maconha e as suas substâncias podem ser um problemão para aqueles que já tem diabetes tipo 1 ou 2. Um estudo realizado no Canadá afirma que a cannabis pode criar comportamentos de autogestão, aumentar riscos de oclusão arterial periférica, e entre outras condições em pacientes com diabetes.

Ou seja, é importante destacar que todos os casos são diferentes. A cannabis pode sim ser prejudicial para milhares de pessoas, mas também é importante destacar o uso medicinal da planta para o tratamento de diversas condições. Afinal, a maconha é mais conhecida por maleficios do que benefícios.

Neste grande estudo transversal de pacientes infectados com HCV crônica, o uso de cannabis foi associado a um menor risco de diabetes, independentemente de fatores clínicos e sócio-comportamentais. Mais estudos são necessários para elucidar uma ligação causal potencial e lançar luz sobre os compostos da cannabis e os mecanismos envolvidos nesta relação”, contínua o estudo publicado pelos pesquisadores franceses.

Fonte: Norml e Journal of Viral Hepatitis

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