De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos, os consumidores de cannabis preferem as flores do que os famosos concentrados.

Aqui no Brasil, a grande maioria dos usuários não pode escolher a espécie ou qualidade da maconha. Contudo, no mercado legalizado, eles descobriram que os consumidores preferem as florzinhas. Os concentrados não estavam entre as primeiras opções.

As informações foram publicadas na revista científica Drug and Alcohol Dependence, indicando que quase 80% dos participantes da pesquisa preferem consumir flores de cannabis aos concentrados.

O estudo revelou que os efeitos das flores produzem sensações mais positivas nos usuários, em comparação com a experiência do uso de concentrados — que, normalmente, são muito mais potentes.

A principal diferença nos efeitos subjetivos da maconha e dos concentrados é em termos de seus efeitos positivos, com a maconha produzindo mais efeitos positivos do que os concentrados. Os efeitos negativos da maconha e dos concentrados foram pequenos, sugerindo que efeitos negativos extremos são improváveis em usuários regulares de cannabis”, foi publicado no estudo.

Os pesquisadores, da Universidade Estadual do Arizona, realizaram o estudo com mais de 500 participantes e 78% deles preferem usar flores de maconha. A maior parte das pessoas buscam sensações positivas mais brandas, já que os concentrados podem causar “brisas” pesadas em alguns indivíduos.

Os pesquisadores também descobriram que a maior parte dos consumidores entrevistados usavam maconha entre cinco e seis vezes por semana, enquanto os concentrados eram escolhidos algumas poucas vezes por mês.

Os concentrados de cannabis têm concentrações muito mais altas de THC do que a maconha (flor), e estão ganhando popularidade rapidamente nos Estados Unidos. Uma hipótese é que o uso de cannabis com altas concentrações de THC (concentrados) pode resultar em maior intoxicação e efeitos negativos agudos mais graves do que a cannabis com baixos níveis de THC (maconha), mas poucos estudos compararam os efeitos subjetivos dos concentrados e da maconha”, completa o estudo.

Por aqui no Brasil, ainda está muito longe dos consumidores escolherem a qualidade da cannabis que consomem. Mas a comunidade ativista continua lutando para o Brasil receber o mesmo tratamento que outros países já vivem, como o Canadá e Uruguai.

Fonte: High Times e Drug and Alcohol Dependence

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