A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) está estudando a relação dos canabinóides no tratamento de doenças degenerativas como o Alzheimer.

Recentemente, a UNILA revelou que está realizando um novo estudo com o intuito de procurar por mais fatos que revelam o real potencial da cannabis. Neste momento, eles focaram em entender o valor da planta no tratamento de pacientes com condições de saúde degenerativas, como o Alzheimer. 

Um novo estudo, em andamento na Universidade, propõe buscar evidências científicas mais aprofundadas sobre a hipótese de que canabinóides THC (tetrahidrocanabinol) e CBD (canabidiol) podem contribuir na melhora das condições de saúde de pessoas com Alzheimer“, foi publicado no portal da UNILA.

De acordo com o coordenador do estudo e docente de Medicina e Biociências, Professor Francisney Nascimento, a pesquisa será realizada com um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Assim, é possível garantir um estudo completo e com o “padrão ouro” das pesquisas científicas, garantindo que ela será recomendada na prática clínica.

O nosso estudo seguirá esses parâmetros para, se der resultado positivo, ser um resultado que possa de fato começar a direcionar outros estudos ainda maiores, pautar novos tratamentos e influenciar protocolos futuros. Vamos avaliar durante um ano tanto se a Cannabis pode recuperar a cognição do paciente, déficit de memória, como também se a Cannabis é capaz de reduzir a progressão da doença”, disse Nascimento.

Os responsáveis pela pesquisa devem seguir todos os padrões de avaliações clínicas, realizando questionários, avaliações bioquímicas, coletas de sangue, entre outros testes. Dessa forma, eles podem garantir um resultado com muitas informações de qualidade e, acima de tudo, confiável.

É importante destacar que os pacientes serão ministrados com doses que não chegam a causar efeitos psicoativos: eles serão dosados com 1 a 3 mg de THC.

A ideia do estudo é mostrar que a cannabis pode fortalecer o sistema endocanabinoide do nosso corpo e, assim, diminuir o desenvolvimento de doenças como o Alzheimer. Ao decorrer da nossa vida, produzimos menos canabinóides naturais para o nosso corpo. Ou seja, o uso do CBD, THC, e outras substâncias da cannabis, podem servir como um repositor hormonal do sistema endocanabinoide.

E não é a primeira vez que a UNILA estuda a relação entre a cannabis e Alzheimer. “O Laboratório de Neurofarmacologia Clínica da Universidade realizou uma pesquisa com um paciente de 75 anos, com Alzheimer, na qual se verificou que, com uma dose baixa de canabinóides, seu déficit de memória foi revertido e, hoje, ele apresenta uma performance de memória e cognição semelhante à de um paciente de sua idade, sem a doença”, foi publicado no site oficial da universidade.

Fonte: Universidade Federal da Integração Latino-Americana

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