Item popular e de muito apreço pelo mundo, o morango é rico em vitamina A, que faz bem para os olhos, e possui também boas doses de ferro, mineral de combate a anemia. Porém muito cuidado com esse pequeno fruto vermelho e doce: essa frutinha pode ser muito prejudicial, já que por sua sensibilidade, exige uma quantidade exagerada de agrotóxicos. Seus furinhos que comportam as sementes, são propícios para o acúmulo de veneno, e por isso, é primordial que antes de consumi-las, as frutinhas passem tempo de molho em alguma solução para higienização. Um método recomendado, é mergulhá-las em uma tigela com água e bicarbonato de sódio, com uma colher de sopa por litro de água. Deixar de molho por 15 minutos e enxaguar bem. Assim, suas frutas já podem ser consumidas, sem excesso de agrotóxicos. 

O uso de agrotóxicos é prejudicial à saúde ambiental e do corpo humano, sendo responsável por diversas doenças, como câncer, sendo os mais comuns os de mama, cerebral, pulmonar e de próstata, além afetar a taxa de fertilidade de homens e mulheres, e também alterar a qualidade dos espermatozóides, TDAH, entre muitas outros problemas. Nos rios, os índices de contaminação também estão presentes. Justamente esses corpos hídricos, que por diversas vezes auxiliam na irrigação de lavouras e afins, potencializam ainda mais os danos provocados pela presença dessas substâncias. 

Por essa capacidade altamente prejudicial, é urgente que o uso exagerado de agrotóxicos seja repensado. E diante dessa necessidade, nosso velho conhecido CBD, normalmente utilizado para ajudar em problemas de bem-estar humano, passa a ser útil também na preservação de frutas, segundo um estudo recente da Universidade do Sul da Flórida, que comprovou que tratar morangos com óleo de CBD, prolonga a vida de prateleira e reduz a carga microbiana. 

O estudo programado para ser publicado na revista Postharvest Biology and Technology, testou os efeitos antimicrobianos do CBD, ao mergulhar morangos em óleo de CBD depois de colhidos. Os pesquisadores queriam saber se isso iria reduzir o crescimento microbiano e estender a vida útil. Segundo a pesquisa, a avaliação dos morangos foi baseada na qualidade visual e na carga microbiana, antes e durante o armazenamento. 

Os resultados mostraram que o óleo CBD foi eficaz na manutenção da aparência visual dos morangos em comparação com a fruta que não foi tratada, e que houve uma redução significativa na carga microbiana que as frutas carregavam se fossem tratadas com CBD, em comparação com as que não eram. Isso resultou em menos produção de mofo e fermento também.

Para atingir o frescor estendido, os pesquisadores armazenaram a fruta tratada com canabinóide a 1°C e 10°C por 8 dias. Os resultados mostram que o óleo CBD tem potencial para ser usado pelos consumidores em casa, como tratamento antimicrobiano eficaz e para estender a vida útil do morango.

O novo estudo do morango afirma que, devido à atual falta de regulamentações federais para o composto de cannabis, ainda há muitas incertezas em torno do uso de CBD como aditivo alimentar e da ciência, bem como dos benefícios por trás do uso de CBD em formulações de alimentos, mas isso pode mudar à medida que a Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa americana, alterar as regras para o composto.  

A agência foi obrigada a fornecer uma atualização sobre sua abordagem regulatória para a CDB, entregue em março. A atualização declarou que o FDA está avaliando a atuação de uma política baseada numa maior transparência e clareza, em relação aos fatores levados em consideração, ao priorizar as decisões de aplicação.

A FDA tem usado critérios de fiscalização para o CBD desde que o cânhamo se tornou legal, além de emitir avisos para as empresas de cannabis, que alegaram que o CBD poderia tratar ou curar o coronavírus. 

Em julho, a FDA apresentou um relatório ao Congresso, sobre o estado do mercado de CBD, que descreve os estudos que a agência realizou, do conteúdo e qualidade dos produtos derivados da cannabis que testou nos últimos seis anos, além de buscar ativamente a celebração de um contrato que ajude a estudar o CBD, à medida que desenvolve regulamentações para produtos que contenham o canabinoide.

Mais uma conquista científica que abre caminho para estudos que explorem o potencial do CBD. Mais uma conquista para a saúde humana, que finalmente pode observar de outros ângulos ao uso de pesticidas e agrotóxicos na produção alimentar. 

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