Não é de hoje que a ciência reconhece os benefícios terapêuticos do canabidiol (CBD) para a indústria cosmética. De consistência líquida e gordurosa, esse ativo extraído da planta da maconha tem um grande poder antioxidante e – para quem não sabe – não ocasiona efeitos psicoativos, já que contém pouco ou quase nulo o canabinóide que é responsável pelas sensações “high”, o tetra-hidrocanabinol (THC).

Segundo estudos da American Academy of Dermatology, o canabidiol é indicado para tratamento de acne, rosácea e o envelhecimento relacionado ao processo inflamatório. A mesma pesquisa mostra ainda ações do CBD no tratamento de dermatites e psoríase, diminuindo o desconforto por desacelerar a inflamação e o prurido.

Marcas conhecidas mundialmente – até por nós brasileiros – quando o assunto é skincare, como The Body Shop e Kiehl’s, por exemplo, apostam em cosméticos com canabidiol para peles mais sensíveis. A primeira tem uma linha inteira, desde cremes para as mãos até manteiga corporal, com esse ingrediente. Mas, infelizmente essa linha não é vendida no Brasil.

A Avon – outra marca amada pelos brasileiros – lançou, no ano passado, uma linha de cremes também à base de canabidiol. Os produtos prometem reduzir irritações, vermelhidão e o relaxamento da epiderme. Os preços são salgados, entre R$ 180 e R$ 280. Os produtos também não tem previsão para chegar ao Brasil.

E os benefícios do CBD não param por aí. Estudos internacionais indicam ainda que o canabidiol também tem ação eficaz para o tratamento da alopecia, já que tem função anti-inflamatória. Por combater os radicais livres, o CBD ajuda a suavizar aquelas ruguinhas que todo mundo detesta. Já no caso das acnes, o canabidiol tem uma atividade indireta microbiana, porque, ao diminuir o processo inflamatório, diminui a ação bacteriana.

E aí, deu vontade né?! Mas, por enquanto, essa realidade não se aplica para nós brasileiros. O jeito é ficar na torcida para esse almejado encontro com o CBD, considerado o ‘próximo ingrediente de beleza funcional’ do futuro, com grande impacto na indústria cosmética, assim como a vitamina C e o ácido hialurônico – os queridinhos do momento.

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