A gente já escreveu aqui sobre o controle de doping no esporte, que envolvia a cannabis. O debate não é novo, mas tem avançado. Ainda bem. Nas últimas semanas, a NBA – maior liga de basquete dos Estados Unidos – deu um passo adiante, e confirmou que seus jogadores não serão testados para maconha assim que a temporada for retomada. Isso por entender que a ganja não traz nenhuma vantagem competitiva ao atleta.

Esta decisão caminha na mesma direção da adotada pela Agência Mundial Antidopagem (WADA), que também mudou o entendimento em relação ao doping por meio da maconha. Pelo novo código, caso um atleta faça uso de ganja de forma social, sem objetivar ganho de performance esportiva, o que deve ser priorizado é a saúde do atleta e não mais impor uma sanção esportiva. Ou seja, uma visão mais humana, sem esquecer os princípios do esporte.

Mas, a maconha pode aumentar a vontade de se exercitar? Bem, segundo pesquisa publicada no Frontiers in Public Health, há uma forte evidência para crer que sim. Seria esse, então, um casamento perfeito?!

A pesquisa

Os pesquisadores entrevistaram 600 adultos que fumam maconha, e vivem em estados dos Estados Unidos onde o uso de ganja é legal. As perguntas abordavam questões relativas ao uso da maconha e a vontade de se exercitar. Os participantes também responderam se sentiam que seus treinos eram afetados e como achavam que isso influenciava a motivação e a recuperação do exercício.

Os resultados

Mais de 50% dos entrevistados disseram que a cannabis os motivam a se exercitar. Cerca de 80% dos entrevistados também afirmaram que fumam antes ou depois de se exercitar. Além disso, 70% relataram que o uso de maconha aumentava seu prazer durante os treinos, enquanto quase 80% sentiam que a ganja melhorava sua recuperação pós treino. Porém, apenas cerca de 35% consideraram que ela realmente melhorava seu desempenho nos exercícios.

Contrariando estereótipos

Há um estereótipo de que o uso de cannabis leva as pessoas a serem preguiçosas e não ativas fisicamente, mas esses dados sugerem que esse não é o caso. Há evidências que sugerem que certos canabinoides amortecem a percepção da dor, e também sabemos que os receptores ligados à cannabis no cérebro são muito semelhantes aos receptores que são ativados naturalmente durante a atividade física. No entanto, os resultados do novo estudo são limitantes por serem autoavaliações de voluntários selecionados e que vivem em estados onde a maconha é legalizada.

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