O óleo derivado da cannabis, que contém mais de 80 compostos químicos, está se tornando popular principalmente nos cuidados com a pele. Os últimos congressos mais importantes na área de dermatologia, como o da Academia Americana de Dermatologia, apresentaram uma possível relação do CBD ao processo de retardar até o envelhecimento.

Outro benefício da substância é seu potencial anti-inflamatório, que pode ser ideal para cuidar de problemas de pele comuns, como acne e rosácea. Além disso, é rico em vitaminas A, D e E e ácidos graxos, sendo um poderoso coquetel antioxidante. Portanto, é de se imaginar o quanto o canabidiol tenha atraído a indústria cosmética nos últimos anos.

No ano passado, a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) liberou o extrato de Canabidiol para fins medicinais, a partir de medicamentos vendidos em farmácias sob prescrição médica. Os remédios à base de substâncias da ganja podem, por exemplo, auxiliar no tratamento da epilepsia, dores crônicas derivadas do câncer, no combate ao estresse, depressão e ansiedade, entre outras finalidades.

Como a venda de produtos para a pele feitos com cannabis ainda não é regulamentada no Brasil, a solução encontrada pelos empresários foi investir em parcerias em países vizinhos como o Uruguai, o primeiro a legalizar o mercado da cannabis em seu território. Lá é permitido o uso adulto pelos cidadãos, a formação de clubes de produtores para plantar em cooperativa e a compra de produtos em farmácias autorizadas.

Segundo projeções da Grand View Research, o setor de cosméticos com canabidiol deve movimentar US$ 1,7 bilhão de negócios em 2025. Com isso, grandes marcas internacionais já entraram na onda e investiram no potencial lucrativo da cannabis em países legalizados para lançar linhas específicas de cosméticos.

É o caso da francesa Sephora, da inglesa The Body Shop e das americanas Avon (já contamos em outro post sobre o lançamento dos produtos) e Kiehl’s. No Brasil, a história é um pouco diferente, mas ainda acreditamos que exista espaço para as startups canábicas, mesmo com as restrições regulatórias.

Hoje boa parte do empreendedorismo canábico no Brasil está ligado ao mercado auxiliar, porém quando estamos falando de negócios com uma relação direta com a planta, observamos um movimento de empreendedores brasileiros, imigrando para países com uma regulamentação que favoreça seus negócios.

Isso porque a cannabis não é mais vista globalmente como uma ameaça, e sim como sinônimo de negócio inovador na medicina, na moda, na cosmética. Nosso país pode perder mercado ao ficar atrás de países com legislações mais amplas. Concorda?

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