Depois da aprovação de um projeto de lei na Câmara, na última semana, o México está cada vez mais próximo de se tornar o maior mercado mundial quando o assunto é cannabis.

O país busca regulamentar o uso de ganja, dois anos depois da Suprema Corte declarar inconstitucional a proibição total do consumo recreativo de cannabis. O texto foi aprovado por 316 votos, contra outros 129 negativos e 23 abstenções.

Agora, o texto segue para votação no Senado, que já havia aprovado o projeto em novembro de 2020, mas que terá de retomá-lo após as várias mudanças feitas pela Câmara. Ambas as instâncias são controladas por governistas de esquerda, que impulsionam a norma. A votação final deve acontecer até 30 de abril.

Apesar das alterações, o projeto mantém aspectos centrais, como o porte legal de até 28 gramas de maconha por pessoa e o cultivo caseiro de até oito plantas. A partir daí, o governo deve publicar a lei e emitir uma norma para a sua implementação nos seis meses seguintes.

O texto permite o autocultivo, o cultivo comunitário e a produção. Também dispõe que apenas maiores de 18 anos poderão ter acesso à cannabis e proíbe o consumo em locais de trabalho e escolas.

Com 126 milhões de habitantes, o México pode se tornar o maior mercado mundial de maconha – por sua capacidade de produção em condições naturais, sem investimentos energéticos, como é necessário em outros países legalizados.

O México seria o terceiro país a autorizar o consumo de ganja em nível nacional, depois de Uruguai e Canadá. A lei que representaria um passo adiante para os produtores e consumidores, ainda representaria um marco para o país, onde a violência ligada ao narcotráfico deixa milhares de mortos a cada ano.

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