Quem acompanha conteúdo sobre cannabis, provavelmente já ouviu o nome Tomazine. Influencer canábico, Thiago Tomazine conta um pouco sobre sua carreira e sobre a legalização da maconha no Brasil, em entrevista.

Carreira canábica

Aos 30 anos, o carioca Thiago Tomazine soma mais de 212 mil seguidores nas redes sociais, entre seu perfil no Instagram e seu canal no YouTube – ambos podem ser encontrados pelo codinome Tomazine420.

No YouTube, é possível encontrar vídeos que vão desde notícias do mundo canábico a conteúdos de humor, comportamento e unboxing. Já no Instagram, os seguidores podem encontrar fotos do dia a dia do influencer, reacts de produtos, tutoriais e até interagir com o carioca em lives, na mídia social.

Mas, para conseguir produzir conteúdo sobre cannabis foi percorrido um longo caminho. Tomazine iniciou fazendo algumas matérias para portais de notícias informativas sobre maconha. Depois, desenvolveu suas próprias mídias sociais para compartilhar sobre o assunto e, apesar de hoje ter diversos seguidores e fãs, os desafios ainda existem. 

Em entrevista, Tomazine conta como tudo começou, as principais dificuldades da profissão e em levantar a bandeira de um tema ainda polêmico (cannabis).

Entrevista

– Como surgiu seu trabalho com a internet?

Foi sem querer! Comecei a fazer vídeos com o Hempadão querendo informar as pessoas e… deu no que deu. Na época, escolhemos falar de maconha porque ninguém falava disso no YouTube.

– Hoje em dia, frente à cultura do cancelamento que existe no meio virtual, quais as maiores dificuldades em ser influencer e expor sua opinião sobre um assunto ainda polêmico (cannabis)?

Essa cultura do cancelamento é algo bem difícil, fala muito mais sobre quem cancela do que sobre quem é cancelado. Eu sou contra cancelar as pessoas. Em relação à expor minha opinião sobre a cannabis, isso não é tanto um problema. Já foi mais difícil, hoje em dia todos sabem que eu vivo disso, que eu dediquei quase metade da minha vida a isso. Então já é tranquilo expor minha opinião sobre a cannabis. Geralmente quem cerca mais as nossas opiniões e ideias são aquelas pessoas que deveriam estar do nosso lado, lutando. A galera que deveria estar do mesmo lado (a favor da legalização) é a que mais cobra e policia o que é falado.

– Quais os maiores desafios como influencer que defende a legalização da maconha vivendo no Brasil?

Os maiores problemas são, sem dúvida, a lei e a falta de empresas grandes no meio para fazerem parcerias e as coisas acontecerem.

– Qual sua opinião sobre as dissidências dentro do movimento pela legalização da cannabis no Brasil? 

É aquilo: maconheiro é humano e humanos brigam, têm egos e etc. Faz parte, todo movimento tem isso. Mas, lógico, se não tivesse tanta ”treta” já teríamos avançado um pouco mais. 

– Quais as dicas que você dá para quem pretende seguir o mesmo caminho que você na internet?

Minha primeira dica é: comece e vá melhorando!

– O que você ainda gostaria de fazer em relação ao seu trabalho com ganja na internet?

Meu objetivo é a legalização da maconha. Na internet, eu ainda quero fazer curtas, séries, longa… muitos caminhos pela frente ainda.

Os seguidores podem esperar muita novidade!

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