As apreensões que têm acontecido nas últimas semanas e estão aparecendo já fazem meses pelo Brasil são dignas de piada. Talvez por morar no Canadá, consigo, com esse distanciamento, ter um olhar mais crítico sobre a realidade brasileira, comparando com a minha realidade por aqui.

A notícia que foi transmitida pela Rede Globo, no dia 22/04, sobre uma operação policial de comércio ilegal de cannabis, em que aparece o Who is Happy, não me surpreendeu, mas pessoas que não estão acostumadas com o tema ou que não tem um entendimento mais aprofundado acabaram me ligando preocupadas.

Antes de criar o projeto, eu já tinha estudado todas as questões legais envolvidas com o aplicativo Who is Happy e entendo as minhas responsabilidades. Quando criamos o aplicativo, buscamos ferramentas para proteger a nossa comunidade canábica, pensando exatamente na realidade de países em que a maconha ainda é ilegal, como o Brasil. Nós desenvolvemos o nosso chat com criptografia para garantir privacidade aos nossos usuários e disponibilizamos a opção de compartilhar felicidade anonimamente, questões super importantes para nós.

Quando criei o app queria de toda forma conectar consumidores de cannabis ao redor do mundo de maneira segura. Por ter epilepsia, sempre entendi o potencial médico da cannabis e conhecer os benefícios da planta é o que me fez ter força para enfrentar tudo isso.  

Em um Brasil indo na contramão do mundo, o que estamos observando é uma expansão do mercado global da cannabis. Segundo a BDSA, consultoria especializada no mercado canábico, houve um aumento de 48% do mercado global da cannabis legal em 2020, ano marcado pela pandemia, chegando à lucrativa marca de US$ 21.3 bilhões em vendas globais. As projeções são que esse mercado chegue aos US$ 33 bilhões este ano! 

O Brasil poderia estar participando de tudo isso, mas o que vemos é um tremendo atraso comparado com diversos países. 

Mas quando falamos de proibicionismo no Brasil, também é super importante dizer que existe todo um mercado auxiliar a ser explorado e que está cheio de oportunidades. Assim como tenho observado um grande crescimento no número de clínicas especializadas no tratamento através de cannabis. 

Portanto, existe sim oportunidade no mercado da cannabis no Brasil, podemos entender o mercado auxiliar como um modelo de negócio que está em torno do consumo de cannabis, mas não tocam na planta.

Aqui no Ganja Talks temos algumas iniciativas nesse mercado, como o Ganja Talks University, nosso ”netflix” da cannabis, onde disponibilizamos aulas com especialistas sobre o universo canábico e contamos com um modelo recorrente de receita através da assinatura dos alunos; e a Ganja Talks Store, nossa loja online com produtos de head shop, grow shop, vestuário e livros, tudo relacionado à cannabis. 

Além disso, temos o Who is Happy, onde também estamos trabalhando com os estabelecimentos para promover suas lojas em nossa plataforma. Tanto o app, quanto a plataforma web, que acabamos de lançar, estão dando suporte para esses negócios que estão sofrendo com as ”portas fechadas” durante a pandemia. A nossa ideia com a plataforma web é proporcionar um espaço onde tabacarias, head shops, grow shops e até clínicas médicas de cannabis possam divulgar seu negócio e estabelecer um contato direto com os consumidores.

Tenho muitas novidades para as próximas semanas sobre business canábicos! Acompanhe aqui, vou tentar fazer uma coluna semanal

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