Em entrevista, head shops comentam as mudanças no mercado auxiliar de cannabis no Brasil, desafios enfrentados na área e como é possível se reinventar para atender esse mercado.

Mudanças

Se considerarmos 30 anos atrás, a percepção de maior parte da sociedade em relação à cannabis era carregada de preconceitos. Mas com o advento da cannabis legal em diversos países e a maior disseminação de informação sobre suas propriedades, vemos uma importante mudança no posicionamento da sociedade em relação ao universo canábico. 

Com isso, diversas transformações podem ser observadas no mercado que a cerca também. Como comenta a PoPipe, ”estamos no mercado desde 2009. Muita coisa mudou nesse período, quando começamos esse mercado era muito restrito e marginalizado no Brasil. Depois presenciamos um grande crescimentos de lojas, marcas e produtos, trazendo maior profissionalismo e qualidade ao mercado. Nos últimos anos, os e-commerces do ramo vêm crescendo muito, não só em quantidade, mas também em qualidade de conteúdo e produtos.”

Essa é mais uma mudança importante experienciada por todos: a venda online. Com a digitalização, ainda mais acelerada com a pandemia, compra e venda foram para a esfera virtual. E as tabacarias e head shops sempre buscaram acompanhar a tendência, como confirma a PoPipe ”desde nosso começo sempre acreditamos no mercado virtual, criamos nosso primeiro site em 2010 e desde então sempre buscamos melhorar e desenvolver nossa loja na internet”.

A Inca Headshop afirma que estava entrando na onda virtual com a pandemia e, além do site, começaram a fazer entregas via WhatsApp para atender a demanda. Foi com o isolamento social que eles sentiram o aumento dessa demanda virtual.  

Acompanhando a maior digitalização, outra mudança que veio para ficar é o delivery, segundo a PoPipe, ”esse é um hábito que já vinha crescendo a cada ano. Com a pandemia houve um salto de demanda, que tende a se reequilibrar com a reabertura do mercado e imunização da população. Contudo, muitas pessoas que começaram a comprar online obrigados pela pandemia gostaram da praticidade e pretendem continuar adquirindo os produtos dessa forma”. 

Limitações

Considerando as mudanças nos hábitos de compra de produtos de tabacarias e head shops, bem como um crescimento dessa área, é importante pontuar as limitações enfrentadas por esses estabelecimentos. 

Até mesmo onde a cannabis já é legalizada, o mercado canábico como um todo ainda apresenta restrições a serviços e negócios relacionados direta ou indiretamente à planta. 

Apesar da realidade virtual estar cada vez mais presente nos negócios, a legislação de alguns estados norte-americanos e do Uruguai, por exemplo, proíbe propagandas em relação à cannabis e impõe diversas limitações à venda online. O mesmo acontece no Brasil, mas para o mercado auxiliar.

Isso também é refletido nos gigantes da comunicação como Google, Facebook e Instagram, sediados nos Estados Unidos, onde a lei federal proíbe a cannabis. Essas empresas de tecnologia acabam adotando políticas rígidas para propagandas relacionadas à cannabis (até mesmo quando se trata apenas de produtos auxiliares e não necessariamente da maconha). 

Os efeitos dessas restrições são sentidos em business da área de todo o mundo, já que quem ”manda” na internet proíbe a propaganda. 

”Não é possível fazer publicações pagas no nosso setor de comércio, alguns métodos como o de colocar números no lugar das letras, às vezes dá certo. Fazemos as vendas via DM  no Insta ou Whatsapp. Fazemos a divulgação no instagram”, comenta a Inca Headshop. 

A PoPipe também pontua as dificuldades encontradas para anunciar e fazer a divulgação dos produtos online: ”Nas redes sociais temos que ter muito cuidado com o que postamos e diversas vezes já tivemos conteúdos removidos e ameaças de bloqueio de conta. Os anúncios pagos são totalmente bloqueados para nosso ramo”.

As limitações também estão presentes nas grandes plataformas de entrega, que inviabilizam a venda de produtos de tabacarias e head shops, dificultando a logística desses estabelecimentos, mesmo frente à alta demanda por esse serviço.

A Inca Headshop comenta sobre a restrição: ”Nós fazemos a logística, trabalhando com entregadores autônomos, não estamos nesses aplicativos, aliás, agora foram “proibidos” (fizeram uma triagem) de vender produtos de tabacaria. Antes você tinha que ludibriar os algoritmos escrevendo números no lugar das letras”.

Soluções

Com a vida cada vez mais virtual, esses negócios ficam à margem devido às restrições de anúncio e propaganda que existem das grandes corporações. 

Pensando nessa realidade, o Who is Happy traz soluções para contribuir com as limitações existentes.

Com a plataforma web, os estabelecimentos podem divulgar seu negócio e seus produtos sem restrições e podem se conectar com os mais de 500 mil usuários do Who is Happy! Além disso, os estabelecimentos são listados no mapa do app, aumentando sua visibilidade.

E, em breve, novas funcionalidades estarão disponíveis para facilitar ainda mais a realidade das tabacarias e head shops, bem como dos usuários, que terão todas as funcionalidades necessárias para compartilhar felicidade. 

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