A última terça-feira (08/06) foi marcada por grandes conquistas, não apenas no Brasil. Diante da votação e aprovação do Projeto de Lei 399/2015, que visa legalizar o plantio de maconha para fins medicinais, industriais, científicos e industriais, nos Estados Unidos a novidade foi outra. 

Bolsas de pesquisa

A National Football League (NFL), junto do Sindicato de Jogadores da Liga, anunciou o investimento de mais de US $1 milhão para financiar bolsas de pesquisa sobre potenciais analgésicos para tratamento de dores dos atletas. 

Este tende a ser um marco histórico para o futebol americano. O fundo destinado à pesquisa tem a maconha como foco principal no tratamento e recuperação de jogadores.

As bolsas devem ser concedidas em novembro e o anúncio do financiamento da NFL veio quatro meses após a Liga solicitar pesquisas sobre CBD e outros canabinóides para o controle da dor

NFL e cannabis

Vale destacar que a NFL atualizou sua política no ano passado, ao deixar de testar os atletas para substâncias canábicas, exercendo influência na flexibilização para o uso da maconha nos Estados Unidos. 

Entretanto, o mesmo sindicato dos jogadores da NFL que anunciou o investimento, tem advertido membros a não endossar produtos com CBD. Através de comunicado via e-mail enviado no ano passado, a mensagem trazia as seguintes orientações: “Jogadores, treinadores e outros funcionários da NFL não devem endossar ou aparecer em anúncios de bebidas alcoólicas, tabaco ou produtos canabinóides.”

A cannabis surge como alternativa para evitar o vício em analgésicos derivados de opióides no tratamento de dores. A liga já presenciou episódios delicados, após revelações de atletas viciados nesse tipo de remédio. Entre eles, Brett Favre, ex-quarterback do time Packers, que quase se suicidou devido ao vício em analgésicos.

O esporte de contato promove inúmeras lesões e, segundo as informações, o interesse dos atletas é explorar a cannabis medicinal como forma de tratamento mais eficaz e saudável.  

O interesse no uso de canabinóides, incluindo maconha medicinal, supera as evidências disponíveis, de acordo com o Dr. Kevin Hill, co-presidente do comitê de gerenciamento de dor da NFL e diretor de psiquiatria de dependência do Beth Israel Deaconess Medical Center, um hospital universitário da Harvard Medical School, em Boston.

Segundo Hill, a Liga precisa de “informações melhores e ciências melhores” para garantir que o uso de CBD para tratamento da dor de atletas de elite seja seguro e eficaz.

Já o médico-chefe da Liga, Dr. Allen Sills, declarou que, por meio dessa pesquisa, a NFL espera entender como o uso de CBD para tratar a dor afetará o desempenho dos atletas de elite.

Fonte: Hemp Industry Daily.

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