Não há como negar: a Green Rush já é realidade!
Da mesma forma que, entre 1848 e 1855, a extração de ouro na Califórnia, conhecida como Gold Rush, ofereceu a milhares de garimpeiros a oportunidade de acumularem riquezas antes não imagináveis, a corrida pelo bilionário mercado da cannabis já começou – e dá sinais de que veio para ficar.

À medida que o universo canábico se expande, surgem novas profissões, tecnologias, cursos, profissionais especializados e, claro, empreendedores focados neste mercado.

Nessa ascensão, surgem também os processos de aceleração de startups canábicas, que acompanham e guiam os chamados ganjapreneurs, ou seja, pessoas que decidiram participar dessa corrida.

A CanopyBoulder é um exemplo quando o assunto é aceleração de startups. Com o objetivo de colaborar na construção da indústria da cannabis de forma sustentável, lucrativa e rápida, a empresa norte-americana foi a primeira focada em startups canábicas, que possuam potencial de investimento. Além de investir, a CanopyBoulder promove condições de desenvolvimento pleno, através de um programa com duração de quatro meses, que envolve, entre outras coisas, aulas e mentoria.

Como funciona

O conceito de aceleração compreende, sobretudo, a mudança de mentalidade do empreendedor, que, com as ferramentas certas, consegue desenvolver em apenas quatro meses o que demoraria pelo menos dois anos para realizar sem apoio. Na prática, toda semana, acontecem cerca de cinco palestras sobre assuntos relacionados tanto à cannabis quanto à administração da empresa, com pautas sobre estratégias, análise de dados, marketing e investimento, por exemplo.

Às quartas-feiras, as dez startups que estão no programa têm cinco minutos para apresentar suas empresas, um exercício chamado Pitching Practice. Isso ajuda a afinar a lógica do negócio e contextualizá-la com a do mercado de cannabis.

Essa etapa do processo é, na verdade, a preparação para o Demo Day, uma espécie de defesa de tese, onde cada ganjapreneur tem a chance de apresentar seu projeto para investidores e profissionais do mercado, assim como para o público final. Nada mais, nada menos que uma plateia de cerca de 500 pessoas em um teatro.

A partir daí, a startup entra no modo investidor, onde a busca por investimento é apoiada por uma série de eventos de networking, como bate-papos, confraternizações e encontros, que conectam os ganjapreneurs aos investidores do mercado.

Who is Happy

O Who is Happy participou do processo de aceleração da CanopyBoulder, o que proporcionou uma visão mais abrangente e, ao mesmo tempo, aprofundada do mercado canábico.

O app e as novas funcionalidades, como a plataforma web, acompanham a Green Rush, ao contribuir com o desenvolvimento do mercado canábico no Brasil e também em outros países.

Entrevista com CEO da CanopyBoulder

Durante a aceleração do Who is Happy, o CEO e fundador João Paulo Costa realizou uma entrevista com o CEO da CanopyBoulder, Patrick Rea, a qual você confere abaixo:

Quais são os próximos passos para a Canopy Boulder?
Continuar fazendo o que já estamos fazendo, comprando empresas maiores e mais sofisticadas. Assim como a passagem da Lei Agrícola (Farm Bill) a qual irá legalizar o cânhamo nos EUA nos levou a incluir empresas de cânhamo/CBD no nosso portfólio. Esse ano será o primeiro com grupos de cânhamo/CBD e estamos muito empolgados sobre isso. Nós também estamos dando suporte aos nossos ex-alunos para torná-los o mais bem-sucedidos possível.

Quais são as soluções no mercado que você tem interesse?
A tecnologia e a reprodução dos dados são particularmente interessantes para nós. A tecnologia é particularmente atrativa pelas aplicações fora da indústria da cannabis.

Por exemplo, a agricultura é uma das poucas áreas que não foram beneficiadas dos avanços tecnológicos, porém a indústria da cannabis deu origem à inovadoras novas opções que podem ser muito benéficas para a agricultura tradicional, especialmente pelo fato de que problemas como as mudanças climáticas criam ainda mais incertezas sobre a produção de safra.

Por outro lado, os dados são importantes ao passo que a indústria cresce. À medida que grandes players entram no espaço, os dados sobre as tendências serão importantes. A indústria é tão nova e mudou tão rapidamente que é importante que as marcas e varejistas se mantenham atualizados sobre o comportamento dos consumidores e, por isso, os dados são importantíssimos.

Quais são as soluções para os problemas que temos no mercado agora?
Um dos maiores problemas agora é sobre entender o consumidor mudando. Quando a cannabis foi legalizada pela primeira vez, os consumidores tinham hábitos de compra muito menos sofisticados.

Entretanto, como a indústria já amadureceu e os clientes se acostumaram mais com a cannabis, estamos vendo segmentos se formarem e clientes optarem por coisas como vaporizadores, comestíveis e produtos tópicos. Acompanhar as mudanças no cenário do consumidor é essencial para o sucesso da indústria, e as marcas e varejistas que conseguirem se manter atualizadas sobre essas tendências ficarão no topo.

Como você vê o mercado na América Latina? Quais são as oportunidades?
Honestamente, não ficamos de olho na América Latina, mas eu sei que existem muitas oportunidades.

*Conteúdo e entrevista retirados do E-book ”Empreendedorismo Canábico”, disponível na Ganja Talks Store.

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