Seja qual for o posicionamento sobre a cannabis, é inegável que o mercado verde se torna cada dia mais rentável. A legalização, que já engloba diversos estados norte-americanos e, recentemente, outros países, como o México, são prova da presença global dessa indústria, que gera empregos, movimenta a economia, estimula o turismo e potencializa os ganhos em diversos setores.

Ainda que a legalização gere polêmicas, são incontestáveis os retornos financeiros que tal política pode gerar. Segundo a BDSA, consultoria especializada no mercado canábico, em 2020 as vendas globais de cannabis legal chegaram à US$21.3 bilhões. Até 2026, a estimativa é que esse valor dispare para US$55.9 bilhões.

Com importante presença de mercado, nota-se a influência da cannabis em diversos segmentos, e cada vez mais empresas já estão embarcando na onda verde.

Indústria Alimentar

Como uma das maiores e mais constantes indústrias mundiais, o segmento de alimentos e bebidas nunca pára. E ao se reinventar, a presença de comidas e drinks com cannabis têm ganhado cada vez mais popularidade.
Segundo pesquisa da Associação Nacional de Restaurantes e da Federação Americana de Culinária, três a cada quatro chefs de restaurantes concordam que esses tipos de alimentos e bebidas são a nova tendência da gastronomia.
Sem contar no crescente consumo de sementes de cânhamo, já reconhecido como super alimento, fonte de proteínas, fibras, ômega 3 e ômega 6, entre outras vitaminas.

Saúde e bem-estar

O uso medicinal da maconha, discutido em diversos países, inclusive no Brasil, tem causado grande movimentação no setor de saúde.
O óleo do canabidiol (CBD) não causa nenhum efeito psicoativo e está presente em diversas fórmulas de produtos para diminuir a dor, ansiedade e depressão.
Os mais de 100 canabinóides encontrados na planta ainda proporcionam novos usos médicos dessas substâncias, e colocam o CBD em foco em diversas pesquisas, como no tratamento de doenças degenerativas do sistema nervoso, problemas de pele, câncer, epilepsia, entre outros.
Além das propriedades terapêuticas, as propriedades cosméticas dos canabinóides também têm sido exploradas.
Cada vez mais marcas de maquiagens e produtos de beleza desenvolvem rímeis, balms, pomadas e cremes com cannabis. Nomes como Sephora e Avon já possuem diversos produtos que contam com a planta em seu portfólio.

Bebidas e tabaco

As indústrias de bebidas e tabaco também estão interessadas na incorporação da cannabis em seus produtos.
A Diageo é responsável por marcas como Guinness, Smirnoff e Johnnie Walker, e tem discutido parcerias com produtores canadenses da planta para integrar componentes canábicos em seus rótulos.
Já a Philip Morris, mundialmente conhecida e responsável pela Marlboro, já possui patente para melhorar os sistemas de plantações de maconha, a fim de explorar esse mercado, muito em breve.

Plástico

Uma das maiores poluidoras do mundo, a indústria do plástico tende a ser uma das mais impactadas com a legalização. Afinal, se tudo que é feito de plástico pode ser feito de cânhamo, por que continuar utilizando um dos maiores poluidores do planeta como matéria-prima?

A centenária LEGO já aposta em alternativas mais sustentáveis em suas criações, e o novo material dos brinquedos pode conter cânhamo, reciclável e biodegradável.

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