A maconha nos esportes tem gerado bastante polêmica nos últimos dias. Recentemente, a velocista Sha’Carri Richardson foi suspensa por um mês e, assim, desclassificada das Olimpíadas de Tóquio por testar positivo para maconha. Considerada inelegível para competir na corrida de 100 metros, modalidade principal da atleta, a desclassificação gerou grande comoção e lamento por todo o mundo. 

Entretanto, enquanto nas Olimpíadas, a cannabis permanece a gerar desclassificação, no MMA a mudança e a revolução já começaram.

Foi votado, hoje (07), pela reguladora mais importante dos esportes de combate – Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC) – o projeto que busca deixar de punir os lutadores pelo uso de maconha. A NSAC, que regulamenta algumas das lutas de boxe e MMA mais conhecidas do mundo, se junta à Comissão de Boxe do Estado da Flórida, que parou de testar a maconha completamente em maio. Estados como Califórnia e Nova York ainda testam os lutadores para a maconha, mas têm penalidades mínimas para testes positivos.

Este grande passo na forma como se lida com a erva começa a ser executado hoje e não é retroativo aos casos que ainda não foram julgados. Entretanto, a NSAC continuará testando os lutadores em relação à cannabis, com a finalidade de obter dados durante os próximos seis meses. 

A comissão tomou a decisão de não punir a maconha a partir de um memorando do Procurador-Geral Adjunto Sênior de Nevada, Edward Magaw, que estava na reunião. Magaw disse que a votação representará uma mudança imediata na política, bem como será refletida posteriormente nos regulamentos da comissão.

Entretanto, mesmo com a decisão, dois lutadores do UFC foram suspensos pelo NSAC devido a testes positivos para cannabis, ainda em março, em Las Vegas. Gillian Robertson foi suspenso por 4 meses e meio e multado em US$ 2 mil, e Misha Cirkunov foi suspenso por seis meses, multado em US$ 4 mil. Robertson pode voltar em 10 de agosto, e Cirkunov pode voltar em 13 de setembro.

Apesar de o UFC, sob seu programa antidoping com a Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA), ter removido a disciplina para a maconha em janeiro, os lutadores podem receber sanções pelo uso de cannabis, mais especificamente de THC, se estiverem visivelmente sob efeito em noites de luta, conforme afirma o vice-presidente sênior de saúde e desempenho do atleta do UFC, Jeff Novitzky.

Vale lembrar que as propriedades terapêuticas da cannabis são fortes aliadas dos atletas, que, após treinos e lutas, encontram no CBD alívio e relaxamento físico.

Nesse sentido, o CBD já tem sido usado na rotina dos atletas há um tempo e diversas modalidades de esporte e órgãos regulatórios permitem o uso, sem restrições. Nas Olímpiadas, por exemplo, o uso de CBD está liberado, porém o THC permanece proibido, e a presença desse canabinóide em testes anti-doping pode incorrer em desclassificação dos atletas, como aconteceu com Sha’Carri.

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