O uso de substâncias para alteração da consciência está presente desde o início das civilizações e, ainda na pré-história, já haviam registros de tais usos para alcançar a transcendência, em rituais religiosos e na busca de bem-estar físico e psíquico. 

Nas últimas décadas, o uso de substâncias psicoativas ganhou novos significados. Para uma melhor compreensão desse fenômeno, é necessário levar em consideração diversos fatores, que se estendem desde a fórmula e origem da droga, até o espaço que ela ocupa socialmente, e de que maneira a sociedade e suas cargas histórico-culturais aceitam ou rejeitam essas substâncias. 

Como já abordado no primeiro blog post da nossa série sobre ”Drogas”, na definição farmacológica, droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética, que, uma vez introduzida no organismo, modifica suas funções. De maneira complementar, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), droga é qualquer substância que pode atuar sobre o Sistema Nervoso Central e provocar alterações no seu funcionamento. Sendo assim, medicamentos, alucinógenos e até mesmo alguns alimentos podem ser considerados drogas levando em conta as classificações.

Dentre as alterações do funcionamento do corpo, os níveis de estímulo dessas substâncias variam e podem ir desde um estímulo leve (como o provocado por uma xícara de café) aos mais intensos, com a mudança na percepção de tempo, de espaço ou do próprio corpo (provocados pelas substâncias alucinógenas), ou ainda podem influenciar as mudanças de humor (provocadas por antidepressivos e anti ansiolíticos, por exemplo). 

As drogas também podem ser classificadas de acordo com a sua legalidade. Sendo assim, partimos do princípio de drogas lícitas e ilícitas, junto do princípio de que toda droga possui potencial de letalidade, ou seja, legal ou ilegal, o consumo das drogas pode levar à morte. 

Pós Brancos 

Dentre as substâncias lícitas, o consumo de ”pós brancos” é, além de constante e popular, um dos maiores vilões da saúde.

Ao partir do princípio do conceito de droga da OMS citado acima, é considerável nos atermos ao fato de que muitos alimentos violentam a saúde humana, vitimando milhares de pessoas todos os anos, com doenças como obesidade, diabetes, hipertensão, e suas consequências. 

Sal

Segundo a OMS, a cada ano, cerca de 17,5 milhões de pessoas do mundo todo morrem vítimas de doenças cardiovasculares. No Brasil, a média anual chega a 350 mil, o que corresponde a uma vida perdida a cada 40 segundos. E, nesse ranking, o grande vilão é o sal.

O nosso consumo diário de sal não deve ultrapassar as 5 gramas. O ideal é evitar o sal de mesa comum e optar pelo sal marinho integral ou pelo sal rosa do Himalaia (não refinado), de forma a reduzir o risco de hipertensão e de doenças cardiovasculares. Uma boa maneira de reduzir o consumo de sal é substituí-lo por especiarias e ervas que conferem também sabor aos pratos.

Açúcar

Quando se abusa de alimentos industrializados, desencadeia-se uma síndrome de bloqueio da produção de insulina. Desta forma, o açúcar irá acumular-se no nosso sangue, levando a problemas relacionados com a diabetes. 

A diabete interfere no equilíbrio entre a dupla glicose e insulina. A oscilação natural da quantidade de açúcar no sangue e, por tabela nos estoques do hormônio, não acontece como deveria. Nos diabéticos, o pâncreas deixa de fabricar insulina, ou ela é produzida com insuficiência.

Por isso, o açúcar branco é uma verdadeira droga, daí a importância de reduzirmos o seu consumo. Esta substância pode levar ao desenvolvimento de doenças metabólicas, enfraquecendo o sistema imunológico e facilitando a ocorrência de outras doenças. 

Cocaína 

Como hipnoanalgésico, ao ser usado nas fossas nasais, a absorção pelos capilares do nariz é imediata, indo diretamente para a circulação, promovendo a excitação do sistema nervoso central, liberando hormônios de prazer. Tudo isto conduz a uma dependência química, que causa a inibição do centro respiratório, paragens cardiorrespiratórias e, no pior dos cenários, a morte.

Existem ainda outras consequências possíveis que surgem com o consumo prolongado. Esses efeitos a longo prazo do uso da cocaína são muito graves e podem prejudicar definitivamente a saúde do dependente químico.

Sabemos que não devemos exagerar na pauta que aborda o consumo de alguns elementos alimentícios desprovidos de nutrientes importantes, situados acima das nossas necessidades metabólicas. Afinal, é incontestável que todos nós necessitamos de proteínas, gorduras, açúcares, vitaminas e sais minerais. Entretanto, a ingestão de cada uma dessas substâncias, não apenas as substâncias alimentares, deve ser executada com sabedoria, já que qualquer ação praticada em excesso traz consigo consequências e, em muitos casos, consequências irreversíveis. 

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