Estimativas apontam que aproximadamente 44 milhões de pessoas tenham Alzheimer mundialmente.

A tendência é que esse número triplique até 2050, devido ao aumento da população idosa, grupo demográfico mais afetado pela Doença de Alzheimer. 

(Imagem: Freepik)

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa cujas causas ainda representam um desafio para a ciência – 95% dos pacientes têm o tipo esporádico da doença, que aparece por motivos desconhecidos, enquanto os outros 5% são de origem genética, segundo dados publicados pelo Jornal USP

O Alzheimer é a causa mais comum de demência: 70% de todos os casos no mundo são causados pela Doença de Alzheimer. 

Tal doença é caracterizada pela deterioração cognitiva, incluindo perda de memória, dificuldade de comunicação e de compreensão, diminuição da capacidade de atenção; de deterioração funcional, incluindo problemas de coordenação e de percepção visual; e de deterioração emocional, incluindo sintomas depressivos, ansiosos, delírios, alucinações e agressividade

Todo esse quadro é ocasionado pela morte de células cerebrais e perda progressiva de neurônios. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o avanço do Alzheimer e ter mais controle sobre os sintomas. 

Os tratamentos mais utilizados hoje em dia são intervenções não farmacológicas (como por exemplo reabilitações cognitivas e neuropsicológicas, terapia ocupacional e fisioterapia) e medicamentos, que agem apenas nos sintomas da doença, mas não conseguem impedir sua progressão. 

Tratamento com cannabis

Já existem diversos estudos sendo realizados sobre os potenciais da maconha para tratar a doença de Alzheimer. 

A planta tem se mostrado como uma terapia promissora por apresentar poucos efeitos colaterais e agir diretamente nos principais mecanismos fisiopatológicos da doença. 

Alguns canabinóides já provaram ser eficazes como neuroprotetores, neuro antioxidantes e neuro anti-inflamatórios. 

Um estudo brasileiro aponta que o CBD e o THC já demonstraram capacidade em diminuir a morte de neurônios, ao reduzir a formação e deposição de placas β amilóide.

Também são capazes de reduzir a hiperfosforilação da proteína tau, modular a neurotransmissão glutamatérgica e gabaérgica (a progressão do Alzheimer leva à perda de neurônios gabaérgicos), conferir proteção à toxicidade neuronal e prevenir a degeneração do hipocampo e córtex cerebral. 

Na prática, isso significa que tratamentos com fitocanabinóides podem agir recuperando danos da memória, melhorando delírios, insônia, apatia, irritabilidade e a cognição. Além disso, estudos recentes observaram que o CBD pode melhorar os sintomas de perda de memória, reconhecimento social e aprendizado. 

(reprodução: BBC)

Uma pesquisa utilizando CBD e THC indicou que esses fitocanabinóides podem contribuir para recuperação da memória mesmo em estágios mais avançados e graves da doença

Estudos brasileiros na área ainda indicam que doenças neurodegenerativas, no geral, podem ter o sistema endocanabinóide como alvo para tratamentos eficazes. 

Ou seja, os canabinóides encontrados na planta têm efeitos protetores em modelos de inflamação, comum a todas as doenças neurodegenerativas.

Os fitocanabinóides têm capacidade de resgatar os neurônios da morte, conforme afirma a Professora Andréa da Silva Torrão para o Jornal USP.

Prevenção do Alzheimer

Algumas evidências apontam que hábitos de vida podem aumentar ou diminuir as chances de desenvolver transtornos neurocognitivos, inclusive a Doença de Alzheimer.

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento de prejuízos neurocognitivos, estão o tabagismo, as doenças cardiovasculares, diabetes melitus, obesidade, sedentarismo, hábitos alimentares ruins e traumatismos cranioencefálicos.

(Imagem: reprodução Informa SUS – UFSCar)

Alguns hábitos podem diminuir as chances de desenvolver transtornos neurocognitivos, como prática de exercícios físicos, atividades mentalmente estimulantes, baixo consumo de gorduras e açúcar, sono adequado e cuidados com a saúde mental.

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