O delivery se transformou de tendência em necessidade, mas o mercado auxiliar no Brasil enfrenta dificuldades.

(Imagem: reprodução CNN Brasil)

Com a pandemia, a compra dos mais variados produtos passou a ser feita online e através de delivery. 

Dados apontam que a entrega é uma comodidade que veio para ficar e vai se manter no pós-pandemia. 

Brasil destaque no delivery

Segundo uma reportagem do Jornal USP, o Brasil foi destaque no segmento de delivery na América Latina em 2020. O país foi responsável por quase metade dos números do delivery, 48,77%. 

Outros dados apontam que, este ano (2021), a preferência dos brasileiros pelo serviço de entrega se manteve, e 46% da população ainda prefere comprar através do delivery, ao invés de ir até a loja física.

Delivery de produtos do mercado auxiliar da cannabis

Tendo em vista essa tendência, o mercado auxiliar de maconha no país teve que se adaptar para disponibilizar a entrega de produtos. 

Porém, as grandes plataformas de entrega apresentam restrições para venda de produtos de tabacarias, head shops e growshops

Dessa forma, acaba ficando à cargo dos estabelecimentos administrar a venda e entrega através do WhatsApp e redes sociais, por exemplo. 

Mas levando em consideração que as grandes mídias também apresentam restrições para divulgação e venda de produtos da área, as limitações para esses negócios se tornam ainda maiores. 

(Imagem: reprodução UNOX)

Com isso, novas inovações mirando esse mercado acabaram surgindo, a fim de criar soluções voltadas para estabelecimentos do mercado auxiliar da maconha no Brasil. 

Esse é o caso do Who is Happy, que primeiro lançou a plataforma web, criando um espaço exclusivo para divulgação desses estabelecimentos e, agora, lançou o Who is Happy Delivery. 

Em entrevista, o CEO do projeto, João Paulo Costa, comenta sobre o novo app e planos futuros do Who is Happy. 

  1. Como surgiu a ideia de desenvolver o Who is Happy Delivery?

Na pandemia, eu entendi as mudanças de comportamento que iriam acontecer, principalmente de consumo. Eu comecei a ver uma movimentação no mercado, tanto o aumento de consumo de delivery, como mudanças de regulamentação para absorver essas mudanças. Também percebi o crescimento do mercado de cannabis, bem como o consumo. E isso foi muito observado no app social do Who is Happy, vimos um aumento do interesse das pessoas pela cannabis, aumento do número de usuários e check ins. Como não existia um formato comercial para o Who is Happy ainda, e ao vermos essas mudanças acontecendo, foi muito natural trazermos o delivery e desenvolvermos essa nova solução no Who is Happy. 

  1. O delivery é um novo app, separado do aplicativo Who is Happy?

Hoje o Who is Happy Delivery é um aplicativo separado do app social (Who is Happy), mas a nossa ideia é transformar o Who is Happy em um super app, onde você tem diversas funcionalidades, diversas formas de interagir com o público, com os consumidores. Então, hoje é separado, mas no futuro será um app só. 

  1. Que soluções os usuários e estabelecimentos podem esperar com o delivery?

Os usuários vão poder comprar produtos de tabacaria, head shop e growshop, assim como laricas e também bebidas. Mas isso é um processo que está se desenvolvendo, aos poucos vamos crescendo e aumentando as opções de compra para os usuários. Mas os consumidores poderão encontrar tudo que precisam no Who is Happy Delivery, de forma prática. Os estabelecimentos vão ter uma forma de se relacionar com os seus clientes, de uma maneira bem mais rápida e fácil do que costuma acontecer. Com a pandemia, os estabelecimentos tiveram que disponibilizar o delivery, mas essa venda acabava acontecendo por WhatsApp, e-commerce… A ideia do Who is Happy Delivery é trazer comodidade e praticidade tanto para o usuário, quanto para o empreendedor. 

  1. Em quais lugares o Who is Happy Delivery estará disponível? A ideia é levar o app para outros países também?

O Who is Happy Delivery vai começar em São Paulo, vamos começar o ”soft launch” na cidade de São Paulo. Depois a gente deve ir para Floripa e Rio de Janeiro. E a ideia é levar, sim, o Who is Happy Delivery para outros países, mas com formatos diferentes, porque a regulamentação muda de acordo com o país. Mas queremos levar o Who is Happy Delivery para o Canadá e disponibilizar a entrega de cannabis, porém, por lá, o delivery vai acontecer com outras características e outras formas. 

(Imagem: istock)
  1. O Who is Happy já tem mais de meio milhão de check ins, a plataforma web também está com novas funcionalidades, como o Guia de Strains, e agora o delivery está sendo lançado… O Who is Happy ainda guarda mais novidades?

O Who is Happy tem novidades chegando, também vamos contar com um marketplace no website. Então, as empresas que desejam, através da plataforma web, vender os seus produtos, o Who is Happy vai ter o marketplace disponível para esses business. Tanto tabacarias, quanto marcas, pequenos e grandes empreendedores terão esse espaço para venda. E a ideia é juntar todas essas esferas: o social, o delivery, o marketplace. Então, temos sim, para as próximas semanas, o lançamento também do marketplace Who is Happy. 

  1. Se a cannabis para fins medicinais for legalizada no Brasil, o Who Happy Delivery tem planos para fazer a entrega de produtos medicinais?

O Who is Happy tem isso no roadmap, encontrar formas de fazer o delivery de produtos medicinais com cannabis. Já estamos pensando em formatos para isso dentro do marketplace, a princípio não para o delivery, mas para o marketplace, a venda de produtos de cannabis com fins medicinais vai ser uma realidade, inclusive, em poucas semanas. Mas para o delivery é algo que ainda estamos estudando uma forma de fazer isso acontecer. 

O Who is Happy Delivery já está disponível para download na Play Store (e, em breve, na App Store). 

Estabelecimentos que quiserem disponibilizar a entrega de seus produtos através do app, já podem baixar o ”Who is Happy Business” na App Store e Play Store

Entregadores que tiverem vontade de integrar o projeto, também já podem baixar o app na Play Store e App Store, e se cadastrar. 

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