No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer.  

Depois de feito o diagnóstico, os tratamentos mais comuns podem envolver cirurgia, radioterapia e terapia hormonal. 

Alguns estudos científicos evidenciam que a maconha também pode contribuir no tratamento. 

(Imagem: reprodução Cannabis Health)

​​Evidências experimentais mostram que o tecido da próstata possui receptores canabinóides.

As células do câncer de próstata possuem expressão aumentada de ambos os receptores canabinóides 1 e 2, e a estimulação deles resulta na diminuição da viabilidade celular, aumento da apoptose e diminuição da expressão do receptor de andrógeno e excreção de antígeno específico da próstata. 

Ou seja, os canabinóides podem frear o desenvolvimento do câncer de próstata.

Um outro estudo publicado no British Journal of Cancer testou os efeitos dos canabinóides em linhas de células humanas e descobriu que os produtos químicos funcionam em conjunto com moléculas específicas chamadas receptores CB2 para impedir a propagação do câncer de próstata.

De maneira simples: as células do câncer de próstata carregam “garagens” moleculares – chamadas de receptores – nas quais os fitocanabinóides podem “estacionar”.

Os cientistas mostraram, pela primeira vez, que se os canabinoides da planta ‘estacionam’ em um receptor chamado CB2, as células cancerígenas param de se multiplicar.

Para confirmar as descobertas, os pesquisadores desligaram os receptores CB2 – ou “fecharam as portas da garagem” – nas células da próstata. Quando os canabinóides foram adicionados às células sem o receptor CB2, as células do câncer de próstata continuaram a se dividir e crescer. Isso sugere que os canabinóides se conectam com os receptores CB2 nas células do câncer de próstata para interromper a divisão celular e se espalhar.

A autora do estudo, Ines Diaz-Laviada, confirmou: “Nossa pesquisa mostra que há áreas nas células do câncer de próstata que podem reconhecer e falar com substâncias químicas encontradas na cannabis chamadas canabinóides. Esses produtos químicos podem interromper a divisão e o crescimento das células do câncer de próstata, e podem se tornar um alvo para novas pesquisas”. 

Especialistas alertam que mais dados e estudos in vivo (com pacientes) são necessários para confirmar essas descobertas.

(Imagem: reprodução Health Europa)

Demais benefícios para o tratamento

Enquanto se aguarda mais estudos realizados em humanos para comprovar a eficácia dos canabinóides para impedir o desenvolvimento do câncer de próstata, a maconha se mostra como uma ótima aliada para a dor causada pelo câncer, para aumentar o apetite e também para tratar náuseas e vômitos, causados pela quimioterapia. 

Além disso, a cannabis apresenta benefícios para o bem-estar emocional dos pacientes: contribui para a ansiedade, insônia, depressão e estresse, que costumam surgir com o difícil tratamento e dura realidade de lidar com o câncer.

É importante destacar que o melhor tratamento é a detecção precoce, feita através de exames periódicos, conforme aponta o Instituto Nacional do Câncer (INCA)

Diagnóstico precoce

Essa estratégia permite encontrar o tumor na fase inicial, possibilitando maior chance de tratamento bem-sucedido. 

Mais do que qualquer outro tipo, o câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. 

A incidência e a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.

Segundo o Hospital do Coração (HCor), o exame periódico deve começar a ser feito aos 40 anos. 

Pessoas com casos de pai ou irmão com incidência do câncer antes dos 60, devem prestar mais atenção. 

O INCA afirma que ”a detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. No caso do câncer de próstata, esses exames são o toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico)”. 

O Instituto ainda aponta que fatores de atenção são:

  • Dificuldade de urinar
  • Diminuição do jato de urina
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite
  • Sangue na urina

E alerta: ”Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico”. 

A experiência de Tommy Chong

Um dos maiores ídolos da cultura canábica, Tommy Chong, enfrentou o câncer de próstata com a ajuda da maconha. 

Quando ele foi diagnosticado com o câncer nos primeiros estágios, em 2012, ele comentou, em entrevista à CNN, que ia começar um tratamento com óleo de cannabis. 

Tommy afirma que vê a maconha como cura, tendo realmente ajudado ele a lidar com a doença. 

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