As diferentes strains de cannabis que existem hoje refletem a evolução da planta ao longo do tempo. 

Desde variedades originárias (as landraces) até as mais modernas, algumas se destacam como essenciais para entender a história da maconha. 

É claro que existem muitas nuances e acontecimentos marcantes ao longo dessa história que não conseguem ser refletidos em apenas 5 strains. 

Mas essa pequena seleção pode dar um panorama geral da evolução da planta.

(Imagem: CRYSTALWEED cannabis | Unsplash)

Mesmo que sua strain favorita não esteja entre os cinco exemplos destacados abaixo, é provável que uma das opções apresentadas seja um primo genético, antepassado ou descendente das cepas mais famosas e adoradas. 

Portanto, considere essa seleção de 5 strains como uma série de degraus, que, juntas, oferecem uma visão geral e breve (mas pertinente) das origens da maconha como a conhecemos hoje – e onde ela ainda vai chegar. 

1. Panama Red

(Imagem: reprodução Europe Bud Store)

Antes dos cultivadores começarem a criar cruzamentos de cannabis, apenas as cepas tradicionais e originárias (landraces) estavam disponíveis para consumo. 

Essas variedades costumavam ser nomeadas de acordo com a área geográfica em que cresciam naturalmente, como é o caso da Panama Red. 

A Panama Red é uma sativa pura, que se tornou extremamente popular e famosa nos Estados Unidos na década de 1960, principalmente por ser uma das poucas variedades disponíveis que chegavam até a América do Norte.

Essa strain diretamente do Panamá tem um longo período de floração (de pelo menos 11 semanas). Mas seus efeitos conquistaram os canabistas norte-americanos, fazendo com que cultivadores começassem a cruzá-la com a maconha originária do Afeganistão, cujo período de floração era mais curto. 

Essa técnica de unir a vantagem de uma strain (como por exemplo, os efeitos e propriedades da Panama Red) com a de outra (o curto período de floração da maconha do Afeganistão), deu início a uma revolução no cruzamento genético da maconha, criando strains cada vez mais aperfeiçoadas.

Hoje, é difícil encontrar cepas puras, as orginárias, como a Panama Red, mas, com certeza, essas genéticas estão presentes nos buds que costumamos consumir atualmente. 

2. Northern Lights

(Imagem: reprodução The Clone Conservatory)

Depois da tradição de começar a hibridizar a cannabis, para se obter buds com as melhores características, praticamente todas as strains conhecidas têm propriedades de Sativas e Indicas.

E a Northern Lights é protagonista quando se trata da história da hibridização. 

Um cruzamento de várias linhagens de cepas afegãs, a Northern Lights é reverenciada por sua potência e produção rápida e abundante. 

Quando chegamos à Northern Lights #5 (assim chamada por ser literalmente a quinta manifestação da cepa), a receita havia evoluído para incluir também a genética de uma strain sativa tailandesa. 

O resultado foi a adição de um sabor frutado e um efeito cerebral mais notável para os consumidores. 

Alcançando seu pico de popularidade no início dos anos 90, a Northern Lights – e a variedade #5 especificamente – ficou conhecida como uma cepa robusta e confiável, apresentando papel de destaque na próxima fase da história da cannabis, onde híbridos passaram a ser cruzados uns com os outros. 

Com isso, o céu realmente se tornou o limite.

3. OG Kush

(Imagem: reprodução Daily Hive)

A história da cannabis costuma ter a Costa Oeste dos Estados Unidos como cenário, principalmente pelo fato da Califórnia (mais especificamente San Francisco) ter se tornado o epicentro da contracultura, onde a luta pela legalização começou a tomar força de verdade, na década de 1960. 

A Califórnia também fez história ao se tornar o primeiro território no mundo a legalizar os usos medicinais da maconha, em 1996. 

Destaca-se que o Triângulo Esmeralda, também localizado na Califórnia, é mundialmente conhecido por ser o lugar com o maior número de plantações de maconha. 

Os estados vizinhos, Oregon e Washington, também são famosos por serem um dos primeiros a liberar os usos da erva (e até mesmo dos psicodélicos).

Portanto, a Costa Oeste dos EUA tem um papel importante na história da cannabis. É possível afirmar que a evolução da maconha (como a conhecemos hoje, até mesmo culturalmente) ocorreu, em grande parte, às margens do Oceano Pacífico. 

Talvez nenhuma strain exemplifique melhor essa jornada do que a OG Kush. 

OG significa ”Ocean Grown” e faz referência às primeiras strains hibridizadas cultivadas próximas ao Oceano. 

Há quem diga que, na verdade, a Costa Leste (que se encontra com o Oceano Atlântico) é o local de origem das OG.

Mas a versão de especialistas é que as ”OG” surgiram na Costa Oeste e foram levadas para a Costa Leste, onde também passaram a ser cultivadas próximas ao Oceano. 

O que importa é que a OG Kush originou toda uma linhagem de cepas. Até hoje são criadas novas strains a partir da lendária Kush cultivada nas margens do Oceano (Pacífico ou Atlântico, não temos certeza), o que se sabe é que a tradição das ”Ocean Growns” rende variedades famosas, que continuam fazendo história. 

4. White Widow

(Imagem: Wikipedia)

Outra strain Híbrida que ganhou muita popularidade ao redor do mundo é a White Whidow.

Seus buds carregados de resina branca e cristalina proporcionam uma experiência altamente potente. 

Nascida na Holanda, a White Widow é uma mescla de nacionalidades: surgiu do cruzamento entre cepas indígenas brasileiras e sativas do sul da Índia, fazendo fama nos coffee shops de Amsterdam. 

Além disso, os efeitos amados da White Widow – uma mistura de alegria e energia – fez com que uma série de linhagens populares surgissem, incluindo White Russian e Blue Widow. 

5. Gelato

(Imagem: reprodução THC Design)

A história da cannabis moderna pode ser muito bem contada pela Híbrida equilibrada Gelato. 

Tendo passado por várias gerações, a Gelato surgiu de duas strains híbridas já renomadas: 

Thin Mint Girl Scout Cookies e a frutada indica Sunset Sherbert.

A Gelato desempenhou um papel fundamental entre os principais criadores de cannabis, que passaram a criar strains ainda mais lendárias. A Gelato originou inúmeras variedades famosas. 

Em relação ao futuro das strains de maconha, podemos esperar cepas cada vez mais diferentes e que busquem atender cada vez mais as necessidades de usuários que consomem para as mais distintas finalidades.

As strains listadas acima são só um ponto de partida para qualquer conhecedor de cannabis, ainda podemos esperar infinitas cepas a serem criadas, prontas para continuarem escrevendo a história da maconha. 

Se você quiser ficar por dentro das mais variadas strains, não deixe de conferir o Guia de Strains do Who is Happy! E deixe sua contribuição, avaliando as cepas que você já teve a oportunidade de apreciar.

Fonte: Cannabis Now

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