O mercado canábico segue crescendo. Para 2022, espera-se a consolidação de algumas áreas, mais territórios legalizando a maconha, mais investimento e mais crescimento!

(Imagem: reprodução Health Europa)

Mercado global

Segundo dados da Prohibition Partners (empresa especialista na indústria canábica), o mercado legal da maconha chegou aos US$37.4 bilhões em 2021 (e pode dobrar de tamanho em 5 anos). 

O mercado de consumo recreativo nos Estados Unidos e Canadá representa a maior fonte de receita do mercado legal à nível mundial.

Mas o relatório da Prohibition Partners indica que o mercado para fins medicinais da Alemanha, Israel e Austrália estão se desenvolvendo bastante e são mercados que podem ganhar força nos próximos anos. 

A produção da cannabis está se afastando dos mercados tradicionais (Canadá e Estados Unidos), com exportações crescendo em regiões com climas mais quentes, terra abundante e mão de obra mais barata; como a América Latina, o Mediterrâneo e a África. 

O ponto de atenção aqui é que essas regiões podem se tornar apenas fornecedores de matéria prima para a indústria, deixando o fim da cadeia de produção (com maior valor agregado) para os países ”desenvolvidos” (Canadá, EUA e Alemanha, por exemplo). 

(Imagem: reprodução El País)

Legalização

Em 2021, a Colômbia se destacou com a legalização da maconha para fins industriais e medicinais, se colocando na vanguarda da Corrida Verde na América do Sul. 

Nos Estados Unidos, Nova York legalizou a erva para uso adulto, tornando-se a aposta de maior mercado recreativo do mundo. Além de NY, três outros estados norte-americanos legalizaram o uso adulto (Virginia, Connecticut e New Mexico). Alabama legalizou a maconha para uso medicinal. 

Dos 50 estados norte-americanos, 18 já legalizaram todos os usos e os demais possuem alguma legislação sobre os usos medicinais da erva. Apenas Idaho e Nebraska não permitem nenhum acesso à maconha. 

(Imagem: reprodução Forbes | 2022)

Especialistas apontam que antes da maconha se tornar legal nos EUA (que possui o maior mercado global, atualmente), será necessário aprovar o Safe Banking Act.

Essa lei garantirá acesso da indústria canábica ao sistema bancário do país, acabando com o código tributário punitivo ao qual a indústria está atualmente sujeita. 

O Safe Banking Act não chegou ainda ao Senado, mas a expectativa é que seja aprovado este ano. 

Especialistas apontam que se o Congresso não conseguir aprovar essa lei (que tem apoio bipartidário, ou seja, tanto de Republicanos, quanto de Democratas), então é mais difícil crer que o Congresso aprovará a legalização federal. 

Dos Estados Unidos, também pode-se esperar mais regulamentações focadas em equidade social e justiça racial, o que pode se traduzir em mais investimentos no mercado da maconha por lá. 

(Imagem: reprodução BBC)

Pensando no Brasil, em 2022, esperamos que o PL 399/15 consiga passar pela segunda votação que está sujeito. 

Apesar do texto ter sido aprovado em junho de 2021, no mesmo mês, o parlamentar Diego Garcia (Pode-PR), um dos principais opositores à proposta, apresentou um requerimento para levar o texto ao plenário da Casa e conseguiu as assinaturas necessárias.

Esse recurso ainda precisa ser votado. Caso seja aprovado, o projeto será votado pelos 513 deputados federais antes de ir para o Senado. 

Chegando no Senado, passará por outra votação. Se aprovado lá, passa para sanção ou veto presidencial, caso não seja aprovado pelo Senado, volta para a Câmara.

Tendências

A indústria legal da maconha ainda está no início, portanto, este ano – e os próximos cinco, pelo menos – serão anos com acontecimentos marcantes. 

A indústria está em momento de consolidação e, apesar das problemática em separar cannabis medicinal x cannabis recreativa, é em cima disso que o mercado está criando suas bases. O importante é sempre ter em mente as oportunidades e limitações dessas definições.

Nesse cenário, três áreas principais se destacam:

  • Dispensários e growers (empresas que cultivam e processam Cannabis e a distribuem para varejistas ou possuem operações de varejo próprias)
  • Provedores de Serviços e Bens (empresas auxiliares que apoiam a indústria canábicas, mas não estão sujeitas aos mesmos regulamentos e impostos varejistas e produtores. Eles fornecem suprimentos, branding/marketing e serviços de gerenciamento)
  • Biotech (empresas que desenvolvem canabinóides por meio de processos sem tocar na planta)
(Imagem: reprodução Imperial College London)

Mas muito ainda está por vir na indústria canábica. Especialistas afirmam que a indústria vai seguir crescendo nos próximos anos e mercados chave continuarão se digitalizando e indo para o espaço online em 2022, sobretudo o mercado recreativo (tendência trazida pela pandemia). 

O Who is Happy já está se preparando para essas tendências que estão por vir. Em breve, serão lançadas muitas novidades para o mercado canábico brasileiro e canadense. Fiquem ligades!

Fontes: Forbes e Prohibition Partners

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