O THC-O vem do cânhamo, é mais potente que o THC e levemente psicodélico.

Descoberto pela primeira vez por químicos décadas atrás, o THC-O é um análogo do Delta-9 THC, o que significa que sua estrutura química é semelhante.

Depois que o corpo metaboliza o THC-O, ele se torna o THC que todos conhecemos.

O THC-O pode ser derivado do Delta-8 THC, que pode ser obtido do CBD.

Esses compostos estão presentes no cânhamo, portanto, em locais onde o cânhamo é permitido, esses compostos não são considerados ilegais.

O maior problema do THC-O é que para criar produtos com esse composto (como tinturas e edibles), primeiro deve ser extraído o CBD do cânhamo, em seguida, é extraído o Delta-8 THC e, por fim, é adicionado anidrido acético às moléculas do delta-8 para produzir o acetato de THC-O.

Especialistas dizem que esse processo só deve ser feito em condições controladas de laboratório, porém, em locais onde o cânhamo é permitido, as pessoas estão criando produtos sem regulamentação com o THC-O (que pode ser uma alternativa ao tradicional THC, proibido em muitos lugares).

Alta potência

O THC-O é, supostamente, três vezes mais forte que o Delta-9 THC.

Segundo um produtor de THC-O, esse composto “atinge você em ondas. Quando você pensa que o efeito está diminuindo, ele bate novamente”.

Essa sensação pode lembrar bastante os efeitos de alguns psicodélicos, que vem e voltam.

Com um composto três vezes mais potente que o delta-9 THC, no entanto, existe o risco de os consumidores ingerirem muito THC-O e sofrerem alguns efeitos desagradáveis. É claro que os concentrados de cannabis de alta potência, como dabs e extrações no geral, são vendidos legalmente há muitos anos – então o risco de uma bad trip com THC-O é relativo.

É seguro?

Os críticos do THC-O incluem pesquisadores proeminentes de cannabis, bem como algumas empresas e empreendedores. Na análise de alguns pesquisadores, o THC-O é apenas um substituto sintético para a maconha.

Alguns críticos apontam: “As empresas do setor estão constantemente procurando a próxima proposta de valor para colocar nos produtos, para que possam se destacar em um mercado altamente saturado e competitivo”.

Exatamente o que um produto concentrado e semi-sintético como o THC-O fará com o cérebro e o corpo humano ainda não está claro, além disso, existe o perigo dos métodos pelos quais o THC-O é extraído de seu material de origem.

Não existe um processo padronizado de extração de THC-O, portanto, a maioria das pessoas usam o anidrido acético (e pior: de baixa qualidade).

Como mencionado, esse reagente é perigoso por ser altamente inflamável e pelo fato de poder apresentar uma reação indesejada no corpo humano.

A conclusão é que faltam mais dados e pesquisas sobre esse composto, para entender exatamente seus efeitos e para que haja uma padronização de um método seguro de extração.

Fonte: Cannabis Now

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.