Um dos indicadores que explicam isso é o aumento progressivo das vendas legais de maconha nos locais que já legalizaram. De fato, pesquisas mostram que as novas gerações têm preferido cannabis do que o álcool.

Mas também existe uma outra explicação. Entenda.

Os estados norte-americanos onde a maconha é legal geraram mais receita com as vendas de cannabis no varejo do que com as vendas de álcool, de acordo com dados fornecidos pelo Instituto de Tributação e Política Econômica (ITEP).

De acordo com a análise do ITEP, em 2021, esses estados arrecadaram cerca de 20% a mais em impostos da cannabis do que em impostos de produtos alcoólicos.

Uma análise separada, fornecida no início deste ano pelo Marijuana Policy Project, mostrou que as receitas fiscais derivadas da venda licenciada no varejo de produtos de cannabis para uso adulto cresceram mais de 30% entre 2020 e 2021, totalizando mais de US$ 3,7 bilhões no ano passado.

Na Califórnia, os impostos sobre o consumo de cannabis trouxeram mais que o dobro da receita dos impostos relacionados ao álcool. No Colorado, as receitas de impostos sobre a cannabis totalizaram sete vezes as do álcool.

“[É] notável que em apenas alguns anos, os estreitos ‘impostos do pecado’ que os estados criaram para aplicar às compras de cannabis conseguiram superar os impostos comparáveis ​​que há muito se aplicam ao álcool”, autores da análise escreveu.

Porém, é importante notar que em alguns estados, os impostos sobre álcool são baixos e sobre a maconha são mais altos, como é o caso do Colorado, que possui as menores taxas sobre produtos alcóolicos dos Estados Unidos.

Na Califórnia, as taxas sobre a maconha também são altas, isso também pode explicar porque a arrecadação com a maconha foi maior em alguns estados.

Porém, é inegável o fato de que o consumo e a venda de maconha legal cresceram substancialmente desde a legalização em, praticamente, todos os estados norte-americanos que regulamentaram a erva.

A expectativa é que conforme cresça ainda mais esse mercado, e com a legalização federal, os impostos sobre a maconha diminuam, para baratear os custos dos produtos canábicos e mantê-los competitivos com o mercado ilegal (para redirecionar ainda mais a demanda do tráfico para o mercado legalizado).

Mas, no futuro, especialistas prevêem que as novas gerações tenderão a consumir mais produtos canábicos do que produtos alcóolicos.

A pergunta que fica é: será que algum dia serão vendidas mais unidades de maconha do que de cerveja?

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Fonte: NORML

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