Conheça os ludistas, jovens que se cansaram de seus smartphones

Jovens estão cada vez mais offline, descubra o porquê.

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Desde que o mundo é mundo, a contracultura existe sempre para desafiar a cultura atual. Num mundo extremamente tecnológico, onde muitas pessoas não se veem saindo de casa sem o celular, ou até mesmo estando longe dele na própria casa, cada vez mais vemos jovens da geração Z, espontaneamente desativando suas contas nas mídias sociais, ou buscando ferramentas mais analógicas de se viver. Não à toa, as câmeras analógicas voltaram à moda, assim como os celulares antigos de flip, que viraram uma febre nos EUA.

Existe um movimento nas redes chamado “minimalismo digital”, que é basicamente isso que o nome diz: estar online quando precisa, e nada mais. Os chamados “ludistas”, são uma nova tribo de jovens, entre 16-24 anos que prefere viver offline.

Recentemente, o New York Times publicou um artigo sobre alguns deles. O autor se encontrou com um grupo de estudantes do ensino médio do Brooklyn que formaram o que eles chamam de Luddite Club, uma organização informal dedicada a promover “um estilo de vida de auto-alfabetização das mídias sociais e da tecnologia”.

Nos seus encontros, o Luddite Club propaga uma vivência mais presente. Alguns dos membros desenham, outros pintam em aquarela, enquanto outros lêem livros – tudo isso em papel mesmo, o que é novidade para a faixa etária (que tende a ler, escrever e desenhar em tablets).

A fundadora do grupo, uma jovem de 17 anos chamada Logan Lane, disse ao NY Times que teve dificuldade em recrutar membros, mas a palavra parece estar se espalhando, já que ficou sabendo de mais três outros clubes sendo criados para o mesmo fim. Ela explicou que, uma vez que foi libertada de seu smartphone, ela começou a aprender como era a vida como adolescente na cidade. Ela pegou livros emprestados da biblioteca para ler no parque e aprendeu a costurar as próprias roupas.

Lane também conta que seus pais são viciados nos seus celulares, o que provavelmente foi um dos gatilhos para tentar se afastar das redes.

Fonte: NYTimes, CalNewport

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